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Otimização de Crédito

Taxas de Juro negativas! Por quanto tempo?

Temos vindo a observar nos últimos meses que as taxas de referência, do Banco Central Europeu (BCE) têm valores negativos. A seguinte tabela apresenta os valores de diferentes prazos da Euribor.…

Publicado a 05 de março de 2018

Atualizado a 03 de agosto de 2026

min de leitura

Temos vindo a observar nos últimos meses que as taxas de referência, do Banco Central Europeu (BCE) têm valores negativos.

A seguinte tabela  apresenta os valores de diferentes prazos da Euribor. Estas taxas são utilizadas para os cálculos dos juros, por exemplo dos empréstimos do crédito à habitação.

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Se observarmos o prazo da Euribor a 3 meses verificamos que desde 2008 a mesma tem vindo a cair, coincidindo com o início da crise dos sub-prime. \"\"Em 2015, a EUR3M seguiu o sentido descendente para terreno negativo, onde se tem mantido desde então.

Já parou para pensar porque estamos a observar este comportamento das taxas de juro? A crise dos sub-prime levou a um abrandamento da crise mundial. O mercado Europeu não foi exceção. A desaceleração levou a uma situação de deflação e os consumidores, uma vez que verificam a redução dos preços dos produtos e serviços, adiam as decisões de compra, levando ainda mais a problemas na economia.

Numa tentativa de estimular o crescimento económico, O BCE começou uma política monetária agressiva, injectando capital na economia e abrindo linhas de crédito aos Bancos Comerciais, que por sua vez deveriam permitir o acesso a dinheiro \"barato\" a particulares e empresas. Gradualmente, as taxas de juro passaram para terreno negativo. Por outras palavras, as instituições financeiros começaram a ganhar dinheiro endividando-se, ou seja, recebem juros por contrair empréstimos.

Naturalmente, este benefício não passa para o mercado, pois os bancos colocam a sua margem de lucro. Não teria sentido, pois o negócio da banca tradicional é captar depósitos a taxas inferiores comparativamente com as taxas que concedem crédito. Mesmo assim, aqueles que pedem dinheiro emprestado têm acesso ao crédito a taxas de juros mais convidativas.

A política monetária do BCE começa, finalmente, a dar frutos. O INE divulgou recentemente a estimativa rápida sobre o crescimento económico do conjunto de 2017, em Portugal, que deverá ter rondado os 2,7% impulsionado pelo aumento do investimento e das exportações. Observamos também um crescimento dos preços no mercado imobiliário, especialmente nas regiões de Lisboa e Porto, onde este é mais líquido.

Para aqueles que têm empréstimos, em particular os créditos a habitação é necessário ter especial atenção! Se admitirmos que o actual ciclo económico continua em crescimento, é natural que o BCE modifique a sua política monetária e deixe de injectar no mercado monetário mais capital. Isto vai obrigar que os bancos comerciais se começam a financiar entre si e consequência imediata é uma subida das taxas de juros!

Acredito que a inversão nas taxas de juros ainda vai levar algum tempo a acontecer, aproximadamente dentro de um ano. Nessa altura, o aumento das taxas de juro implica que a nossa prestação do nosso empréstimo à habitação vai aumentar. Quanto? Ainda não se sabe, mas talvez é agora o momento de pensar em mudar os seus empréstimos para taxa fixa, pelo menos tem a certeza que o valor mensal da sua hipoteca não sobe...

Fonte (tabela e gráfico): Euribor-Rates
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