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Otimização de Crédito

Taxa fixa, variável ou mista: como decidir sem adivinhar o futuro

A escolha entre taxa fixa, variável e mista não é uma aposta na Euribor: é uma decisão sobre quanto risco cabe no seu orçamento. Explicamos as três com números concretos.

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Pontos-chave

  • A escolha não é prever a Euribor: é definir quanto risco cabe no seu orçamento mensal.
  • Uma subida de 1 ponto percentual na Euribor acrescenta cerca de 120 € à prestação de um empréstimo de 200.000 € a 35 anos.
  • A taxa mista protege os primeiros anos, mas confirme o spread que vigora depois do período fixo.
  • Sair de um contrato de taxa variável custa 0,5% do capital; de taxa fixa, 2%.

A escolha entre taxa fixa, variável e mista não deve depender de prever a Euribor. Depende de uma pergunta muito mais simples: se a prestação subir 150 € por mês, o seu orçamento aguenta? Se a resposta for não, a estabilidade vale o prémio que paga por ela.

Como se forma a taxa do seu crédito

Na taxa variável, a TAN resulta da soma de duas parcelas: o indexante Euribor, que muda com o mercado, e o spread do banco, que se mantém durante todo o contrato. Na taxa fixa não há indexante: o banco fixa uma taxa única para um período determinado.

As três opções, lado a lado

Modalidade Prestação Comissão de amortização Melhor para
Variável Muda a cada 3, 6 ou 12 meses 0,5% Quem tem folga no orçamento
Fixa Constante no período contratado 2% Quem precisa de previsibilidade
Mista Fixa nos primeiros anos, variável depois 2% no período fixo Quem quer proteger o arranque

Um exemplo com números

Para um empréstimo de 200.000 € a 35 anos: com TAN de 3,05% a prestação ronda os 780 €. Se a Euribor subir 1 ponto percentual, a mesma prestação passa a cerca de 900 €. São 120 € por mês, 1.440 € por ano. É esse o valor concreto do risco que está a assumir.

A taxa mista é o meio-termo, não o melhor dos mundos

A taxa mista protege exactamente os anos em que o peso dos juros é maior. Mas atenção ao detalhe que raramente é destacado: confirme qual o spread que passa a vigorar quando o período fixo termina. É frequente ser superior ao spread das propostas 100% variáveis do mesmo banco.

Como decidir em três passos

  1. Calcule a prestação com a taxa proposta e volte a calculá-la somando 1 ponto percentual à Euribor.
  2. Verifique se a segunda prestação mantém a taxa de esforço abaixo de 35%.
  3. Se mantiver, a variável tende a ser mais barata a longo prazo. Se não mantiver, a fixa ou a mista compram-lhe tranquilidade — e essa tranquilidade tem um preço justo.

Uma nota sobre mudar de ideias

A decisão não é definitiva. É possível alterar a modalidade durante o contrato, negociando com o banco ou transferindo o crédito. Em taxa variável, o custo de sair é de apenas 0,5% do capital; em taxa fixa, sobe para 2%. Essa diferença deve entrar na conta desde o início.

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Perguntas frequentes

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