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Garantia Pública

Comprar a primeira casa: quanto precisa de ter de parte

Entre entrada, impostos e custos de escritura, a conta real de uma primeira compra vai muito além dos 10%. Fazemos a soma completa para uma casa de 250.000 €.

Casal jovem a analisar a planta de uma casa numa sala luminosa e minimalista

Pontos-chave

  • Numa casa de 250.000 €, os capitais próprios necessários rondam os 37.400 € e não apenas a entrada de 25.000 €.
  • A garantia pública para jovens até 35 anos dispensa a entrada, mas não os impostos nem os custos da escritura.
  • Nunca use a reserva de emergência integral na entrada — as despesas pós-escritura são inevitáveis.
  • Obtenha a pré-aprovação antes de assinar o CPCV e inclua cláusula de salvaguarda.

A pergunta mais comum de quem compra a primeira casa é também a mais mal respondida. A entrada não é o único capital próprio necessário: aos 10% do valor da casa somam-se impostos, escritura, avaliação e registos. Vamos à conta completa.

A conta real de uma casa de 250.000 €

Rubrica Valor aproximado
Entrada (10%) 25.000 €
IMT 8.000 €
Imposto de Selo (compra e crédito) 3.350 €
Escritura e registos 700 €
Avaliação bancária 350 €
Total de capitais próprios 37.400 €

Os valores de IMT variam com o escalão e com eventuais isenções; a tabela serve para dimensionar a ordem de grandeza, não para substituir o cálculo do caso concreto.

A garantia pública para jovens até 35 anos

Quem tenha até 35 anos, esteja a comprar a primeira habitação própria e permanente e cumpra os limites de rendimento e de valor do imóvel pode recorrer à garantia pública do Estado, que permite financiar até 100% do valor de avaliação. Dispensa a entrada, mas não dispensa os impostos nem os custos de escritura — continua a precisar de cerca de 12.000 € no exemplo acima.

Não gaste a reserva de emergência na entrada

Este é o erro mais caro que vemos. Depois da escritura aparecem obras, mobiliário e imprevistos. Quem entrega toda a poupança na entrada acaba a financiar a cozinha com crédito pessoal a 9% — e a agravar a taxa de esforço no primeiro ano de contrato.

Mantenha sempre seis meses de despesas fixas disponíveis, já contando com a nova prestação.

O que o banco vai pedir

  • Documentos de identificação e IBAN
  • Últimos três recibos de vencimento e declaração da entidade patronal
  • Última declaração de IRS e respetiva nota de liquidação
  • Extratos bancários dos últimos três a seis meses
  • CPCV ou caderneta predial do imóvel

A ordem certa das coisas

  1. Faça o diagnóstico da sua capacidade antes de visitar casas.
  2. Obtenha uma pré-aprovação de financiamento.
  3. Só depois assine o CPCV, com prazo de 60 a 90 dias para a escritura.
  4. Inclua no CPCV uma cláusula de salvaguarda para o caso de não aprovação do crédito.

Inverter esta ordem é a razão mais frequente pela qual compradores perdem sinais.

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Perguntas frequentes

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